Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 do blog da Comunidade Tá Safo!.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 12.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 4 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Como foi o #papoSafo com o Casal Partiu

Patricia e Vinícius. Istambul, 2013 (Foto: Patricia Figueira)

Nós do Tá safo! tivemos a honra e oportunidade de receber mais uma vez Vinicius Teles e Patricia Figueira, o famoso Casal Partiu, em nossa querida Belém, dia 29 de Novembro. Diferente do #papoSafo do ano passado com Vinícius,  esse foi “fora da caixa” e de Belém! Auditório? Datashow com apresentações? Que nada! O papo rolou na Ilha do Combu, às margens do rio Guamá, conhecida por seus famosos “restaurantes-palafitas” e com comidas típicamente paraenses, como o filhote, açaí e farinha baguda e com vista para a orla da capital paraense!

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Os 5 posts mais lidos do ano no blog do Tá Safo

Em 2014, o blog bombou com várias postagens legais. Selecionamos os 5 posts mais lidos do ano. Confira abaixo:

  1. Iniciando com ElasticSearch
  2. Product Backlog Building
  3. Rails para desenvolvimento de produtos
  4. Entrega Contínua com Ruby on Rails, GitHub, Code Climate, Travis CI e Heroku
  5. Porque utilizar AngularJS no seu próximo projeto

É isso aí! O ano ainda não acabou. Fique ligado no blog.

Os finados do software em 2014

Neste ano que passou, presenciamos a morte de muita gente importante. Mas não é sobre eles que quero falar, mas sim, sobre o falecimento de dois ‘caras’ extremamente presentes em nossas vidas, ou não. Perdemos, em 2014, o Agile e o TDD.

O desenvolvimento ágil, agilidade ou agile, deixou de ser um hype e parece estar maduro na cabeça das pessoas, ou não. Enfim, muita gente sabe o que significa Agilidade. Até mesmo pessoas que antes cuspiam no chão quando ouviam falar do termo, estranhamente, hoje abraçaram o agile. Temos que comprar o leite das crianças não é mesmo? Algumas, até tentam mesclar o ágil com a sua metodologia pré-histórica preferida.

A Universidade tenta enfiar agilidade, entre outras coisas, goela abaixo dos alunos para demonstrar que está antenada com as novidades do mercado. Sem compreender a filosofia ou mesmo acreditar nela, professores tentam passar a seus alunos, essas ‘novas tendências’ na área de software.

O rei está morto. Longa vida ao rei

Muitos se foram em 2014, inclusive personagens de game of thrones. Como conheço muita gente que não entende sarcasmo, vou explicar que a morte da agilidade se trata de uma metáfora.

No dia 4 de março do ano de nosso senhor de 2014, Dave Thomas publicou um desabafo com o título de Agile Is Dead (Long Live Agility). Ele se mostra insatisfeito com os rumos os quais a comunidade ágil vem tomando. E isso era algo que já estava extremamente aparente há bastante tempo. Nós mesmos do Tá Safo já havíamos conversado várias vezes sobre não utilizar mais o termo ‘desenvolvimento ágil’. O termo ficou bastante carregado. Muita gente virava o rosto quando ouvia falar de agilidade. Agile virou sinônimo de ‘alguém ta tentando me vender alguma coisa’. Virou um commodity.

O Scrum é um personagem importante nessa novela. Eu até escrevi um artigo sobre isso que teve uma certa repercussão. O grande problema é que você faz um treinamento sobre algo que te prometeram resolver todas as disfunções de sua organização. Você vai, tira o certificado, vira o Mestre em dois dias, vai implantar na sua empresa e não dá certo. Esse negócio de agilidade é bulshit. Já ouvi muita coisa bizarra sobre times tentando usar o scrum.

Pra quem não sabe, o Dave Thomas é co-autor do Livro O Programador Pragmático e signatário do manifesto ágil. Insatisfeito com tudo que ta acontecendo ele sugere um retorno ao básico:

  • Saiba onde você está
  • Faça pequenos passos até seu objetivo
  • Ajuste baseado no que você aprendeu
  • Repita

Hum. Isso me lembra muito o TDD, que também bateu as botas recentemente, pelo menos de acordo com o DHH (vamos falar sobre isso depois).

Eu particularmente acho que dá pra aprender muita coisa em um curso de dois dias. Essas certificações foram feitas com um único objetivo: gerar dinheiro. E você faz o treinamento com um único objetivo: melhorar seu currículo para ganhar mais dinheiro. Isso é bom. Ganhar dinheiro é legal. Errado estou eu, escrevendo esse post sem ganhar nenhum centavo.

Acho que é importante ter conhecimento sobre o funcionamento das diversas técnicas que existem por aí como Scrum, Kanban e as outras as quais ninguém fala. Mas no fim das contas, você não precisa usar algo só porque alguém falou pra você usar. Diferente dos métodos tradicionais que funcionam em qualquer lugar (mentira), os métodos ágeis não estão escritos em pedra e dependem de provas de que irão funcionar em um determinado contexto. Basta usar o bom e velho método científico para aguçar o processo de descoberta. Infelizmente não é tão simples como seguir alguma cartilha. Ninguém disse que seria fácil.

Diante de toda essa polêmica surgiu outro ponto importante. O agile atraiu profissionais relacionados a área de negócios e afastou desenvolvedores. Negócios amam agile, mesmo não o compreendendo muito bem, algumas vezes. Desenvolvedores odeiam. Isso claramente foi outra falha da comunidade ágil. Talvez para o dev, a quebra de paradigmas seja mais dolorosa. Conheço alguns casos de haters que foram convertidos para o mundo ágil. Mas é  bem mais fácil quando você é um babaca e entra em um time ágil que irá lhe ajudar a se tornar um desenvolvedor melhor. Diferente de quando você tem um time inteiro de desenvolvedores acostumados com métodos tradicionais, e que muitas vezes não possuem interesse em mudar sua rotina de trabalho só porque alguém comprou a ideia de melhoria. Como o próprio Dave Thomas diz em seu artigo: você não compra ágil, você se torna ágil.

Existem muitos desenvolvedores que são ágeis e não ficam por aí levantando bandeira. Apenas fazem seu trabalho da maneira que acham correto. O Google, uma das empresas mais inovadoras do mundo, provavelmente não conseguiria gerar tanta inovação se não fosse ágil. Qual as metodologias que o Google utiliza? Não importa. Você não vai conseguir fazer igual ao Google, mesmo se usar as mesmas metodologias. Apenas encontre a maneira de seu time trabalhar bem e com satisfação entregando valor de forma contínua.

Agile virou commodity, é verdade, tem até certificação. Então eu digo, esqueça tudo o que lhe disseram sobre desenvolvimento ágil. Comece simples: faça algo em pequenos passos, aprenda com o que você fez, repita o processo.  Pode não ser tão fácil como parece. Envolve habilidades que vão além do tecnicismo. Envolve quebra de paradigmas e mudanças de mindset. Mas entendendo isso, você pode fazer cursos, comprar livros, tirar certificações para continuar se aperfeiçoando. E se der certo, compartilhe.