Aconteceu o Maré!

Madrugada de quinta-feira, dia 25 de novembro de 2009. Fome, sono e cansaço do dia anterior de trabalho não desanimam a comissão de boas vindas, acampados com uma banner do Tá safo! no portão de desembarque do Aeroporto Internacional de Belém, na espera do primeiro grupo de palestrantes. Eis que chegam Alexandre Gomes, Renato Willi, Manoel Pimentel e Wesley Rocha. Enrola banner, pega bagagem, entra no carro, pisa fundo rumo ao QG do Maré em Belém (a casa do Manoel :P). Foi uma mão na roda, pois a maioria dos palestrantes ficaram no mesmo local e creio que mais à vontade do que um ambiente de hotel. Foi só deixar a galera e ir embora pra casa, pois logo depois já iria amanhecer e o Maré começar.

O dia inicia com o curso de Gestão Ágil de Requisitos, que estava abarrotado com pessoas de empresas como Bredi, Serpro, Prodepa, Seduc e demais empresas da região.

Curso de Gestão Ágil de Requisitos

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Maré de Agilidade com Açaí

Maré de Agilidade - Edição Belém

Maré de Agilidade

É um evento itinerante que viaja pelas cidades do Brasil, apresentado assuntos como Extreme Programming (XP), Scrum, Domain Driven Design (DDD), Model Driven Design (MDD), Test-driven Development (TDD), Feature-driven Development (FDD), Gerenciamento Ágil de Projetos (GAP), Lean, e tantos outros. Esses assuntos começam a fazer parte do vocabulário do desenvolvedor de software, no entanto muitas vezes sem a devida capacitação para entendimento e aplicação de tantos conceitos.

Como as ondas de uma maré, o evento já passou por Brasília (setembro/2008 − 1° edição); Salvador (março/2009 − 2° edição) e Fortaleza (agosto/2009 − 3° edição).

Agora em sua 4° edição chegou a vez de Belém, para falar das novas tendências em gerência de projetos e técnicas de desenvolvimento de software que constituem atualmente o grande diferencial de empresas como Apple, Google, Microsoft, Yahoo e Globo.com.

O evento está programado para os dias 26, 27 e 28 de Novembro de 2009, sendo os 2 primeiros dias de mini-cursos, seções de Dojo e OpenSpace. O 3° dia reservado para palestras e discussões.

Leia também o post: Aconteceu o Maré!

Pege o seu certificado de participação.

MareDeAgilidade-Belem

 

Como usamos Ágil: SEA

Dando continuidade à série “Como usamos Ágil”, entrevistei o trio Alexandre Gomes, Bruno Pedroso e Renato Willi, da SEA Tecnologia. Nesta entrevista eles falam sobre a cultura da SEA e como lidam com o difícil mercado de licitações.

TaSafo: Quais metodologias ágeis são utilizadas na SEA?

SEA: Não abraçamos uma metodologia por completo. Utilizamos Scrum e XP como base para o nosso jeito de desenvolver software. Utilizamos conceitos de Scrum para planejamento e temos práticas do XP como testes automáticos, integração contínua, programação em par, entre outras. Na verdade damos muito mais ênfase aos valores. É como se disséssemos aos desenvolvedores: “sigam esses valores e façam do jeito que acharem melhor”.

TaSafo: Em relação ao Scrum, qual o tempo de uma sprint?

SEA: O tempo da sprint varia de projeto para projeto, mas costuma ser de 2 semanas a 1 mês. Esse tempo depende do cliente e da equipe. Em relação à equipe, geralmente usamos sprints mais curtas quando temos uma equipe menos experiente.

TaSafo: Após definir o tempo da sprint de um projeto, esse tempo permanece o mesmo até o final?

SEA: Depende. Sabemos que o ideal é que se mantenha, mas já houve casos em que mudamos. Em um projeto passamos a sprint de 2 semanas para 1 mês, pois a equipe pegou experiência e as reuniões a cada 2 semanas estavam gerando overhead da gerência. O impacto não foi muito grande, pois já gerávamos uma build semanal e aferíamos a velocidade semanalmente.

TaSafo: Como são feitos os contratos entre a empresa e os clientes? Vocês usam contrato de escopo negociável?

SEA: Em contratos com o governo, todos os projetos são de escopo fechado, e trabalhamos com métricas. Com a iniciativa privada, metade são de escopo negociável, metade com métricas.

TaSafo: Em ambos os casos, como funcionam as estimativas do projeto?

SEA: Nós temos coletado métricas dos nossos projetos há dois ou três anos e aprendemos a usá-las para nos auxiliar nas estimativas. Por exemplo, nós temos uma boa estimativa do intervalo de tempo necessário para desenvolver um ponto de função. Para isso, levamos em consideração principalmente a complexidade do sistema e a equipe de desenvolvimento. Então usamos pontos de função e pontos por caso de uso para nos auxiliar nos projetos de escopo fechado (um exemplo de como essas métricas são usadas pode ser encontrado no blog da SEA).

Quando temos escopo aberto, fazemos uma estimativa de alto nível, geralmente usando um intervalo de tempo de 1, 2 ou 3 semanas. Se a estimativa passar de 3 semanas, quebramos a funcionalidade e estimamos novamente. Dessa forma temos uma estimativa grosseira do projeto inteiro.

De qualquer forma, sempre procuramos mesclar várias técnicas para estimar. A convergência (ou não) das estimativas, dá noção do risco do projeto.

Cooperação e sucesso mesmo com escopo fechado com o governo

Cooperação e sucesso mesmo com escopo fechado

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