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Trends em 2018

2017 foi um ano de nuances para nós da tecnologia. Não houve nenhuma grande descoberta, nenhum produto inovador foi lançado, nenhuma metodologia nova foi criada. Vejo 2017 como um ano intermediário, no qual ficou evidente um grande circo se armando para uma nova onda de (r)evoluções tecnológicas.

Diante disso, pedi à alguns colegas suas opiniões sobre o que esperar de 2018. Onde poderemos investir? Em que tecnologias poderemos apostar? E quais irão causar mais disrupção na sociedade?

Sobre a moda das crypto currencies, Bitcoin se tornou uma bolha esse ano. As pessoas estão colocando “dinheiro de verdade” sem ter algo concreto pra se comprar. É a especulação sobre uma commodity digital, distribuída e sem lastro.

Mas blockchain é a pérola dentro da ostra. Uma tecnologia na minha opinião revolucionária, que começou a ser explorada e que rende bons frutos. Os smart contacts vão resolver alguns problemas atuais, de compra em jogos e apps a eleições.

William Paixão

 

Criptomoedas foram a tecnologia mais badalada do ano, dentre elas o bitcoin.  No entanto, ainda são vistas por muitos como um terreno arenoso. Vemos um potencial muito maior no blockchain. Inúmeras startups e investidores de risco queimam seus neurônios para usar o blockchain como um sistema que vai além do uso do dinheiro.

 

Acho que uma das áreas que mais vai crescer é a área de ciências de dados, que pega tudo o que se sabe de inteligência de negócios e mistura isso com aprendizado de máquina, estatística/probabilidade e bases relacionais e não relacionais para construir modelos preditivos e análises regressivas sobre os dados para que os mesmo nos mostrem os seus padrões e possamos tomar conclusões com base neles.

Como é o caso de Ciência de dados para descobrir qual paciente tem uma maior probabilidade de estar com câncer, analisando sua chapa de raio-x. Ou qual melhor preço para compra de um produto por região do Brasil.

Thiago Almeida

 

Técnicas avançadas de machine learning, que antes eram restritas ao âmbito acadêmico ficam cada dia mais acessíveis ao desenvolvedor.  Cada vez mais robôs são utilizados em aplicativos auxiliando na melhoria do engajamento e experiência dos usuários. Conhecimentos sólidos em estatística e ciência de dados são imprescindíveis para quem deseja se aventurar nessa área.

 

Eu vejo as seguintes tendencias para 2018: mindset “AI First” cada vez mais presentes nas startups e empresas, Machine Learning mais “lapidada” e de maior aderência dos desenvolvedores e serviços, pois ainda requer bastantes conceitos técnicos de aprendizagem de máquina;

Carros autônomos irão se tornar mais realidade graças aos investimentos maciços da Intel, Tesla, Uber, Google, etc. Robôs cada vez mais domésticos e presentes nas nossas vidas, como é o caso dos cleanbots que limpam toda a casa. Programação Reativa cada vez mais presentes nas arquiteturas web e mobile; Kotlin irá superar Java como plataforma para Android e terá uma fatia também para desenvolvimento iOS; supermercado a domicílio também é outra tendência que vai crescer mais ano que vem.

Ramon Rabello

 

Acredito que uma forte tendência vão ser carros autônomos e drones mais avançados.

Bryan Ollivie

 

Outro mercado que tem um grande potencial inovador é o de IoT.  Desde casas inteligentes até automatização de processos industriais, esse mercado ainda está se aquecendo. Logo, quem sair na frente pode causar grande disrupção.

Vemos o aumento do uso de programação reativa e programação funcional. Se você quer trabalhar com I/O, deveria aprender esses paradigmas.

Arrisco dizer que 2018 será o ano da popularização do Machine Learning. Apesar de já consolidado, ainda é um assunto restrito à empresas que têm em seu core a inovação e que sempre enxergam na frente. Já em 2018, aprendizado de máquina tende a ser algo por toda e qualquer empresa de TI.

Se eu pudesse hoje dar uma dica ou indicar uma tecnologia, diria para que todo mundo que programa ou se interessa por programação, que estude a linguagem Python, além da curva de aprendizado na mesma ser baixa, ainda tem o bônus de que é uma das linguagens atuais que melhor atende as necessidades de machine learning devido a sua vasta biblioteca que atende a demanda desde pequenos sistemas web até apis matemáticas e científicas poderosas.

Adriano Ohana

 

A inteligência artificial deixou de ser algo futurista presente apenas em filmes de ficção científica para estar atuando diretamente em nosso dia-a-dia.  Em breve, nossas residências estarão automatizadas, empregos deixarão de existir para surgimento de novas relações de trabalho, e empresas que não se atentarem, hoje, para machine learning ficarão para trás.

 

Em 2018 algumas coisas vão começar a se consolidar no mercado de tech. Criptomoedas vão se tornar algo mais sérios e razoavelmente reguladas em grandes países. Algumas vão desvalorizar muito e supreender bastante gente e outras se consolidar ainda mais. Também podemos começar a ver uma adoção maior de PWA e AMP para sites web que possuem uma adesão forte no mobile.

Marcell Almeida

 

Caso ainda não esteja fazendo, já deveria estar construindo seu web app como uma PWA. Você com certeza já deveria estar construindo seu web app como mobile first.  Em 2018, o Google virá com uma atualização em seu mecanismo de busca chamada Mobile First Index, onde  serão considerados os critérios de rankeamento da versão mobile do site ao invés da versão desktop. Veremos mais discussões sobre neutralidade da rede e o futuro da internet. Além de começar uma contraofensiva na batalha contra plataformas fechadas que querem acabar com a web.

 

Acho que a tendência em tecnologia vai ser IA e Realidade Virtual e Aumentada pra jogos. Kotlin e aplicativos que funcionam por contexto usando API do assistent da Google.

Larissa Guimarães

 

Em 2018, poderemos ver grandes avanços em VR e, quem sabe, realidade aumentada sendo usada para coisas úteis, finalmente. No momento temos inúmeras startups se aventurando nesse nicho.

 

Indubitavelmente 2017 foi o ano em que eu e meus companheiros da área de operações de TI fomos plenamente submergidos a cultura DevOps. Tendo isto, aponto como uma tendência profissional para 2018 a prática de Infraestrutura como código (IaC).

Em miúdos, O IaC trata a configuração da infraestrutura exatamente como um software programável, utilizando um linguagem de alto nível para codificar processos mais versáteis e adaptativos de provisionamento e implantação e testes, abrindo mão de qualquer processo manual. Isso permite que a adoção de práticas poderosas que são usadas por desenvolvedores de software há anos e com grande sucesso, que incluem: controle de versão, revisão por pares, testes automatizados, lançamento de releases por tags e entrega contínua.

Caio Sanches Bentes

 

A computação de nuvem não para de evoluir. Sua importância cresce a cada dia. Com uma gama cada vez maior de dispositivos conectados, times de infra do mundo todo precisam se adaptar e encontrar formas de simplificar seu trabalho. Se você não usa uma solução orquestradora, já deveria estar usando. Além do mais, veremos nos próximos anos um aumento significativo de ataques cibernéticos, principalmente com o intuito de se criar redes zumbis para ataques DDoS.

Inúmeras empresas de tecnologia no mundo inteiro não sabem o que é trabalhar com uma grande infraestrutura e estar sujeita a ataques e invasões. Devido isso, agem com displicência em relação à segurança. Em 2018 iremos presenciar grandes discussões a respeito disso. E cada vez mais empresas e profissionais serão responsabilizados. Afinal, falhas de segurança em dispositivos poderão colocar, até mesmo, vidas em risco.

O blockchain (olha ele aí de novo) poderá ser cada vez mais cogitado como ferramenta de segurança devido sua forma descentralizada de armazenamento de dados. Veremos também a criação de departamentos e até novos cargos, dentro das empresas, especializados e responsáveis pela segurança da informação. A chapa vai esquentar.

Espero que tenham curtido as dicas da galera. Nos veremos ano que vem.

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