Tá safo no Google Community Summit 2014 – parte 1

O Google está apostando forte no apoio às comunidades locais de desenvolvedores. E o Tá safo, é claro, não podia ficar de fora.

Aconteceu nos dias 20 e 21 de novembro na sede do Google em São Paulo o encontro de comunidades de desenvolvedores e analistas de negócio de diversas cidades do Brasil: o Google Community Summit 2014.

Logo do Google Community Summit

Google Community Summity 2014

Belém esteve credenciada a partir da criação de um capítulo local do GDG Belém. Em dois dias muito intensos de compartilhamento de experiências, dicas e orientações sobre organização de eventos em geral, o papel dos grupos locais de tecnologia foi o assunto principal. Além, é claro, de bate-papos interessantes e do networking com muitas, mas muitas pessoas legais.

Pessoas caminhando em direção ao prédio Google

#partiu Google

Contextualizando, o Google possui algumas iniciativas de apoio às comunidades locais de tecnologia, com destaque para os chamados Google Developer Groups — GDG, e os Google Business Groups — GBG.

O Google Summit (ou “encontrão” das comunidades) iniciou com um café-da-manhã. Os anfitriões do evento Alê Borba e Neto Marin para os desenvolvedores; Luciano Palma para os analistas de negócios e José Paulo Papo, gerente do programa de relacionamento institucional do Google para a América Latina abriram o evento dando as boas-vindas a todos os mais de 80 participantes de todo o Brasil. Na sequência, um breve bate-papo para reforçar os objetivos dos programas, as necessidades, dificuldades encontradas e tudo que seria tratado ao longo desses dois dias. Ou seja: basicamente tudo o que se possa pensar sobre como organizar eventos em comunidades.

Antes: a organização pré-evento

A primeira palestra do dia foi com Mariana Carmadelli, que contou sua história até se tornar promotora de eventos além de situações da organização de eventos que certeza muitos da plateia se identificaram. Tudo respaldado com conceitos como design de serviços e gerenciamento de projetos.

Mariana Carmadelli

Mariana Carmadelli: “Eventos são serviços”

Um dos pontos mais interessantes a fixar mencionados pela Mariana é sempre se ter em mente o objetivo do evento. O que as pessoas buscam ao se inscreverem para participar do evento que nós, como comunidades, estamos produzindo? Esse pensamento é igualmente relevante também para os palestrantes e todos os demais envolvidos na organização do evento.

“Produzir eventos é criar sucesso” (Mariana Carmadelli)

Durante: o que pode dar errado no evento

Na sequência, Rafael Ribeiro, organizador do InterCon, compartilhou, de forma bem descontraída, uma série de situações e curiosidades desde a coisas óbvias quanto àquelas mais inusitadas capazes de dar errado durante o evento. Coisas como credenciamento gigantesco, comida que acaba, pessoas que somem, auditórios vazios na hora da palestra, equipamentos que falham inesperadamente, etc. E como enfrentar esse tipo de situação imponderável em meio ao calor do decorrer do evento.

Rafael Ribeiro

Rafael Ribeiro: “O credenciamento é a primeira impressão do seu evento”

“Em caso de sucesso, todos os envolvidos no evento são responsáveis. Já quando dá problema, a culpa inevitalmente é só sua.” (Rafael Ribeiro)

Compartilhamento de experiências

Após o almoço, o evento reiniciou com uma dinâmica em que cada pessoa da plateia foi convidada a falar sobre suas impressões sobre determinados temas que cada qual tenha vivenciado na organização de evento, objetivamente dentro de apenas 8 minutos. Algumas das questões abordadas foram:

  • dificuldades e abordagens para obter patrocínio;
  • o impacto do trabalho em comunidades nas carreiras profissionais;
  • o desafio de engajar e recrutar novos membros para as comunidades;
  • experiências para diversificar formatos de eventos;
  • situações comuns que ocorrem durante a organização de eventos; e
  • iniciativas para compartilhar soluções comuns a todas as comunidades.
Fishbowl

Fishbowl discutindo comunidades

Neste momento, aliás, estive presente e fiz questão de apresentar as iniciativas dos eventos do Tá safo: #tasafoemação, #horadodesapego, #paposafo, #safadojo, #codingchurras e etc; que aliás tiveram boa repercussão.

Self-checkin

A seguir, Luís Leão, um dos responsáveis pelo GDG São Paulo, apresentou o sistema Self-checkin. Um sistema desenvolvido por ele para agilizar a atividade de credenciamento em eventos de forma automatizada, de forma a evitar filas. Grosso modo, a ideia é eliminar as filas no credenciamento de eventos tal como permitido pelo checkin via celular frente ao feito junto ao balcão da companhia aérea.

A ideia é simples. Ao confirmar sua inscrição no evento, o usuário recebe também um QR Code que, ao ser apresentado ao terminal onde o sistema esteja instalado, demanda automaticamente a impressão de uma etiqueta para o crachá e faz todo o tratamento na base de dados interna de forma a registrar o participante como presente. O QR Code nada mais é do que a representação do e-mail de inscrição do participante que, aliás, pode ser ser usado em seu lugar.

Apenas como um polêmico efeito colateral, chegou-se a discutir por alguns instantes que o projeto pode significar o fim da necessidade de recepcionistas em eventos de comunidades. O.o

Impacto das comunidades na vida e no mundo

Fechando com chave de ouro, Henrique Bastos utilizou o case do #horaextra para abordar aspectos filosóficos, humanísticos e até transcedentais sobre relações humanas, vida em comunidades, software livre, liderança servidora, uso da tecnologia, organização de eventos e mais.

Ao tentar responder à questão “O que exatamente o #horaextra tinha que era tão bom?”, Henrique certamente levou muitos dos presentes a uma reflexão sobre suas comunidades e suas atuações pessoais como agentes transformadores em cada uma. Daí logo veio uma identificação dos princípios verificados por eles nessa experiência e que foram eternizados na criação do Small Acts Manifesto.

Todos os que já tiveram a oportunidade de assistir a uma palestra do Henrique Bastos sabe que só há uma palavra para defini-la: espetacular!

Palestra de Henrique Bastos

Henrique Bastos falando sobre comunidades como estilo de vida

Por hora é só. Mas fique ligado que logo logo sai o relato do segundo dia. Até lá!

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2 comentários sobre “Tá safo no Google Community Summit 2014 – parte 1

  1. Pingback: Tá safo no Google Community Summit 2014 – parte 2 | Blog do Tá safo!

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