Tá safo! no TEDxCESUPA

No dia 8 de Abril de 2017 aconteceu o TEDxCESUPA com a temática Coexistir. O evento realizado na manhã e tarde de sábado no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), localizado na Governador José Malcher – Nazaré – Belém – PA, teve como objetivo, assim como o intuito da criação do TEDx, divulgar e ajudar comunidades, organizações e indivíduos a estimularem conversas e conexões através de experiências.

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Comunidade é mais importante que visibilidade

Desde cedo aprendi que saber inglês era importante na minha carreira de computação. Melhores livros, blogs, maior variedade de canais no YouTube, até documentação oficial; conhecemos o inglês como a língua universal. Depois de um tempo tornou-se orgânico, falar termos e expressões, escrever notas pessoais e em algum ponto deixei de produzir conteúdo em português. Eu que participava de grupos de tradução e localização, traduzindo manuais do Debian em 2005, passei a escrever em inglês pela visibilidade.

E queria frisar essa palavra, visibilidade. A quem eu quero alcançar escrevendo em inglês? Será que já não existe informação o suficiente? Recentemente percebi que estava fortalecendo uma comunidade que não precisa de ajuda, enquanto a minha própria está esquecida e carente.

É justo exigir conhecimento numa língua estrangeira pra um conterrâneo ler meus artigos? Hoje eu acho que não. Hoje eu quero incluir e não excluir. Ou melhor, quero incluir minha comunidade, mesmo que isso signifique a exclusão das outras.

No campo da computação, onde tecnologias vem e vão com velocidade absurda, vejo com frequência projetos que tornam-se obsoletos antes que tenham uma comunidade consolidada no Brasil, antes de ter bons livros traduzidos e isso não é bom. Mostra um pouco de atraso da nossa parte. Mas a causa desse atraso é a falta de competência local? Nem um pouco.

Por último, têm-se a errônea sensação de que qualquer coisa (e aplico a palavra coisa de forma intencional, num sentido amplo mesmo) produzida lá fora é melhor do que temos aqui. Afinal, o Brasil só exporta futebol, carnaval e praias. Precisamos quebrar esse triste complexo de vira-lata, valorizando os profissionais locais no intuito de reduzir a fuga de cérebros.

Perceba que cada indivíduo  pode contribuir na formação dos profissionais ao seu redor. A própria comunidade Tá Safo! está na batalha há dez anos, promovendo eventos e disseminando conhecimento na terra papa-chibé através do blog que vos escrevo . E você, prefere ajudar a sua comunidade local ou registrar mais pageviews?